16/08/2009

Catalepsia e Letargia

É um fenômeno que impede o indivíduo de se movimentar, apesar de continuarem funcionando as funções vitais. As funções vitais "aparentemente" são abolidas. A pessoa não pode comunicar-se porque o estado do corpo se opõe a isso. Mesmo que o corpo não funcione, o espírito sempre está agindo.

Allan Kardec diz que ambas derivam do mesmo princípio, que é a "perda temporária da sensibilidade e do movimento por uma causa fisiológica ainda inexplicada. A diferença é que, na letargia, a suspensão das forças vitais é geral, dando ao corpo a aparência de morte, e, na catalepsia, ela é localizada, podendo atingir uma parte mais ou menos extensa do corpo, permitindo que a inteligência se manifeste livremente, o que a torna inconfundível com a morte. A letargia é sempre natural; a catalepsia é, algumas vezes, espontânea, mas pode ser provocada e desfeita artificialmente pela ação magnética”.

A letargia ou a catalepsia não são uma enfermidade física, mas uma faculdade medianímica que se torna prejudicial ao seu possuidor como qualquer outra, caso seja incompreendida ou mal orientada. Ambas poderão ser exploradas pela obsessão de perseguidores invisíveis.

Os viciados em álcool e entorpecentes poderão renascer predispostos à catalepsia, devido ao vício de suas vibrações anestesiadas, sendo todos considerados suicidas pelo código da criação.

A letargia se presta mais à ação de seu possuidor espiritual. É uma faculdade comum aos gênios e sábios, porém, não constitui um privilégio, agindo sem que eles próprios dela se apercebam, por se efetivarem durante o sono e sob vigilância de espíritos prepostos ao caso. Esses obreiros espirituais terão, nestes médiuns, prestimosos colaboradores para suas tarefas em benefício da humanidade encarnada e desencarnada.

O magnetismo é o meio de por fim ao estado de catalepsia ou letargia do corpo por fornecer ao envoltório material o fluido vital que lhe falta, e que era insuficiente para entreter o funcionamento dos órgãos.

Bibliografia
1) Livro dos Espíritos,questões 422, 423 e 424
2) Recordações da Mediunidade - Yvonne A. Pereira
3) Nos Domínios da Mediunidade- André Luiz/Chico Xavier

Vivien Thé

2 comentários:

Débora disse...

D. Yvonne Pereira, a princípio sofreu muito, mas depois muito ralizou quando em transe cataléptico. Grande texto, Vivimha! Parabéns. Seu amigo Bruno Tavares.

Débora disse...
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