DATA | TEMA | EXPOSITOR |
04/03/2012 | OS FENÔMENOS ESPÍRITAS E SUAS CONSEQÜÊNCIAS PARA A CODIFICAÇÃO | VIVIEN THÉ |
11/03/2012 | A UNIVERSALIDADE DO ENSINO DOS ESPÍRITOS | JULIO GALAMBA |
18/03/2012 | A COMUNICABILIDADE DOS ESPÍRITOS | SAMYA DESIRÉE |
25/03/2012 | Laboratório: A CODIFICAÇÃO ESPÍRITA: AS OBRAS BÁSICAS | CLÁUDIA/JULIO |
Juventude Casa dos Humildes
11/03/2012
PROGRAMAÇÃO PARA MARÇO 2012
20/02/2012
O Vendedor de Sonhos - Augusto Cury
No mais inspirador dos dias, sexta-feira, cinco da tarde, pessoas apressadas — como de costume — paravam e se aglomeravam num entroncamento central da grande metrópole. Olhavam para o alto, aflitas, no cruzamento da Rua América com a Avenida Europa. O som estridente de um carro de bombeiros invadia os cérebros, anunciando perigo. Uma ambulância procurava furar o trânsito engarrafado para se aproximar do local.
Os bombeiros chegaram com rapidez e isolaram a área, impedindo os espectadores de se aproximar do imponente Edifício San Pablo, pertencente ao grupo Alfa, um dos maiores conglomerados empresariais do mundo. Os cidadãos se entreolhavam, e os transeuntes que chegavam pouco a pouco traziam no semblante uma interrogação. O que estaria acontecendo? Que movimento era aquele? As pessoas apontavam para o alto. No vigésimo andar, num parapeito do belo edifício de vidro espelhado, debruçava-se um suicida.
Mais um ser humano queria abreviar a já brevíssima existência. Mais uma pessoa planejava desistir de viver. Era um tempo saturado de tristeza. Morriam mais pessoas interrompendo a própria vida do que nas guerras e nos homicídios. Os números deixavam atônitos os que refletiam sobre eles. A experiência do prazer havia se tornado larga como um oceano, mas tão rasa quanto um espelho d’água. Muitos privilegiados financeira e intelectualmente viviam vazios, entediados, ilhados em seu mundo. O sistema social assolava não apenas os miseráveis, mas também os abastados.
O suicida do San Pablo era um homem de quarenta anos, face bem torneada, sobrancelhas fortes, pele de poucas rugas, cabelos grisalhos semilongos e bem-tratados. Sua erudição, esculpida por muitos anos de instrução, agora se resumia a pó. Das cinco línguas que falava, nenhuma lhe fora útil para falar consigo mesmo; nenhuma lhe dera condições de compreender o idioma de seus fantasmas interiores. Fora asfixiado por uma crise depressiva. Vivia sem sentido. Nada o encantava.
Naquele momento, apenas o último instante parecia atraí-lo. Esse fenômeno monstruoso que costumam chamar de morte parecia tão aterrador… mas era, também, uma solução mágica para aliviar os transtornos humanos. Nada parecia demover aquele homem da idéia de acabar com a própria vida. Ele olhou para cima, como se quisesse se redimir do seu último ato, olhou para baixo e deu dois passos apressados, sem se importar em despencar. A multidão sussurrou de pavor, pensando que ele saltaria.
Alguns observadores mordiam os dedos em grande tensão. Outros nem piscavam os olhos, para não perder detalhes da cena — o ser humano detesta a dor, mas tem uma fortíssima atração por ela; rejeita os acidentes, as mazelas e misérias, mas eles seduzem sua retina. O desfecho daquele ato traria angústia e insônia aos espectadores, mas eles resistiam a abandonar a cena de terror. Em contraste com a platéia ansiosa, os motoristas parados no trânsito estavam impacientes, buzinavam sem parar. Alguns colocavam a cabeça janela afora e vociferavam: “Pula logo e acaba com esse show!”.
Os bombeiros e o chefe de polícia subiram até o topo do edifício para tentar dissuadir o suicida. Não tiveram êxito. Diante do fracasso, um renomado psiquiatra foi chamado às pressas para realizar a empreitada. O médico tentou conquistar a confiança do homem, estimulou-o a pensar nas conseqüências daquele ato… mas nada. O suicida estava farto de técnicas, já havia feito quatro tratamentos psiquiátricos malsucedidos. Aos berros, ameaçava: “Mais um passo e eu pulo!”. Tinha uma única certeza, “a morte o silenciaria”, pelo menos acreditava que sim. Sua decisão estava tomada, com ou sem platéia. Sua mente se fixava em suas frustrações, remoía suas mazelas, alimentava a fervura da sua angústia.
Enquanto se desenrolavam esses acontecimentos no alto do edifício, apareceu sorrateiramente um homem no meio da multidão, pedindo passagem. Aparentemente era mais um caminhante, só que malvestido. Trajava uma camisa azul de mangas compridas desbotada, com algumas manchas pretas. E um blazer preto amassado. Não usava gravata. A calça preta também estava amassada, parecia que não via água há uma semana. Cabelos grisalhos ao redor da orelha, um pouco compridos e despenteados. Barba relativamente longa, sem cortar há algum tempo. Pele seca e com rugas sobressaltadas no contorno dos olhos e nos vincos do rosto, evidenciando que às vezes dormia ao relento. Tinha entre trinta e quarenta anos, mas aparentava mais idade. Não expressava ser uma autoridade política nem espiritual, e muito menos intelectual. Sua figura estava mais próxima de um desprivilegiado social do que de um ícone do sistema.
Sua aparência sem magnetismo contrastava com os movimentos delicados dos seus gestos. Tocava suavemente os ombros das pessoas, abria um sorriso e passava por elas. As pessoas não sabiam descrever a sensação que tinham ao ser tocadas por ele, mas eram estimuladas a abrir-lhe espaço.
O caminhante aproximou-se do cordão de isolamento dos bombeiros. Foi impedido de entrar. Mas, desrespeitando o bloqueio, fitou os olhos dos que o barravam e expressou categoricamente:
— Eu preciso entrar. Ele está me esperando. — Os bombeiros o olharam de cima a baixo e menearam a cabeça. Parecia mais alguém que precisava de assistência do que uma pessoa útil numa situação tão tensa.
— Qual o seu nome? — indagaram sem pestanejar.
— Não importa neste momento! — respondeu firmemente o misterioso homem.
— Quem o chamou? — questionaram os bombeiros.
— Você saberá! E se demorarem me interrogando, terão de preparar mais um funeral — disse, elevando os olhos.
Os bombeiros começaram a suar. Um tinha síndrome do pânico, outro era insone. A última frase do misterioso homem os perturbou. Ousadamente ele passou por eles. Afinal de contas, pensaram, “talvez seja um psiquiatra excêntrico ou um parente do suicida”.
Chegando ao topo do edifício, foi barrado novamente. O chefe de polícia foi grosseiro.
— Parado aí. Você não devia estar aqui. — Disse que ele deveria descer imediatamente. Mas o enigmático homem fitoulhe os olhos e retrucou:
— Como não posso entrar, se fui chamado?
O chefe de polícia olhou para o psiquiatra, que olhou para o chefe dos bombeiros. Faziam sinais um para o outro para saber quem o chamara. Bastaram alguns segundos de distração para que o misterioso malvestido saísse da zona de segurança e se aproximasse perigosamente do homem que estava próximo de seu último fôlego.
Quando o viram, não dava mais tempo para interrompê-lo. Qualquer advertência que fizessem contra ele poderia desencadear o acidente, levando o suicida a executar sua intenção. Tensos, preferiram aguardar o desenrolar dos fatos.
O homem chegou sem pedir licença e sem se perturbar com a possibilidade de o suicida se atirar do edifício. Pegou-o de surpresa, ficando a três metros dele. Ao perceber o invasor, o outro gritou imediatamente:
— Vá embora, senão vou me matar!
O forasteiro ficou indiferente a essa ameaça. Com a maior naturalidade do mundo, sentou-se no parapeito do edifício, tirou um sanduíche do bolso do paletó e começou a comê-lo prazerosamente. Entre uma mordida e outra, assoviava uma música, feliz da vida.
O suicida ficou abalado. Sentiu-se desprestigiado, afrontado, desrespeitado em seus sentimentos.
Aos berros, clamou:
— Pare com essa música. Eu vou me jogar.
Intrépido, o estranho homem reagiu:
— Você quer fazer o favor de não perturbar meu jantar?! – disse com veemência. E deu mais umas boas mordidas, mexendo as pernas com prazer. Em seguida, olhou para o suicida e fez um gesto, oferecendo-lhe um pedaço.
Ao ver esse gesto, o chefe de polícia tremulou os lábios, o psiquiatra estatelou os olhos e o chefe dos bombeiros franziu a testa, perplexo.
O suicida ficou sem reação. Pensou consigo: “Não é possível! Achei alguém mais maluco do que eu”.
Leiam o livro, que é formado por diferentes personagens, todos com experiências de vida que nós já ouvimos falar, mas foi dada uma reflexão diferenciada.
Juventude Casa dos Humildes
28/01/2012
PROGRAMAÇÃO PARA FEVEREIRO 2012
DATA TEMA EXPOSITOR
05/02/2012 AS RELIGIÕES REENCARNACIONISTAS ESTEVÃO COIMBRA
12/02/2012 OS GUARDIÃES DA HUMANIDADE JULIO GALAMBA
19/02/2012 CARNAVAL AUDITÓRIO
26/02/2012 Laboratório: O VENDEDOR DE SONHOS (O LIVRO) TÚLIO/GENILDA
05/02/2012 AS RELIGIÕES REENCARNACIONISTAS ESTEVÃO COIMBRA
12/02/2012 OS GUARDIÃES DA HUMANIDADE JULIO GALAMBA
19/02/2012 CARNAVAL AUDITÓRIO
26/02/2012 Laboratório: O VENDEDOR DE SONHOS (O LIVRO) TÚLIO/GENILDA
14/01/2012
11/01/2012
31/12/2011
PROGRAMAÇÃO PARA JANEIRO DE 2012
DATA TEMA EXPOSITOR
01/01/2012 ANO NOVO AUDITÓRIO
08/01/2012 EXISTÊNCIA DE DEUS E A PROVIDÊNCIA DIVINA GENILDA MEDEIROS
15/01/2012 FORMAÇÃO DOS SERES VIVOS VIVIEN THÉ
22/01/2012 A EXISTÊNCIA E A SOBREVIVÊNCIA DO ESPÍRITO SAMYA DESIRÉE
29/01/2012 O CENTRO ESPÍRITA GENILDA MEDEIROS
01/01/2012 ANO NOVO AUDITÓRIO
08/01/2012 EXISTÊNCIA DE DEUS E A PROVIDÊNCIA DIVINA GENILDA MEDEIROS
15/01/2012 FORMAÇÃO DOS SERES VIVOS VIVIEN THÉ
22/01/2012 A EXISTÊNCIA E A SOBREVIVÊNCIA DO ESPÍRITO SAMYA DESIRÉE
29/01/2012 O CENTRO ESPÍRITA GENILDA MEDEIROS
MENSAGEM DE FINAL DE ANO
No dia 18 de dezembro, terminamos nosso ano na Evangelização com dinâmica, reflexão e a nossa amiga Anne nos presenteou com essa mensagem abaixo.
TUDO DEPENDE DE MIM
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
Posso reclamar porque está chovendo... ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro... ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde... ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria... ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar... ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas da casa ... ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos... ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saírem como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está em minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
"Tudo depende só de mim."
Charles Chaplin
Nada diferente do que a Doutrina dos Espíritos nos ensina. Sim, somos o responsável pela nossa felicidade ou infelicidade. Sim, podemos escolher ser feliz ou triste. Sim, temos o livre arbitrio, mas a Providência Divina nos observa e, nos envia Espíritos como Charles Chaplin e tantos outros para nos auxiliar a parar e fazer uma reflexão sobre nossa vida, nosso comportamento. Pois, não se esqueçam estamos destinados a sermos felizes e o mérito é todo nosso, mas com ajuda da espiritualidade amiga e de Deus.
Feliz Ano Novo.
Genilda Medeiros
Assinar:
Postagens (Atom)